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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ministério Público instaura inquérito para investigar suposta fraude na compra de merenda escolar no município de Barcarena

A Promotora de Justiça de Barcarena, Drª Ana Maria Magalhães instaurou na manhã desta quarta-feira (18), um inquérito para investigar um suposto esquema dentro da Prefeitura Municipal de Barcarena, precisamente na Secretaria Municipal de Educação que supostamente tem o objetivo de desviar verbas da merenda escolar, bem como a própria merenda que deveria ser entregue aos alunos da cidade.

Promotora de Justiça Ana Maria Magalhaes

As denúncias chegaram durante uma reunião no último dia 12/05 no auditório do ministério público em Barcarena que reuniu mais de 300 pessoas dentre pais, professores, os próprios alunos, servidores municipais da educação e outros membros da comunidade que compareceram para denunciar o caos na educação e apontando uma série de irregularidades na compra e distribuição da merenda escolar. A reunião onde surgiram as denuncias durou mais de cinco (5) horas, onde 305 pessoas assinaram a ata da reunião.


Além das denúncias do suposto desvio de recursos do (PNAE) Programa Nacional de Alimentação Escolar, foi denunciado também à promotora de justiça Ana Maria a precária estrutura física das escolas, onde muitas já apresentam risco para as crianças. Pais de alunos e professores também denunciaram que as crianças estão expostas a condição de flagrante indignidade, pois em vários casos existem escolas sem piso, sem cadeiras, sem mesa, onde são obrigadas muitas vezes a se alimentarem (quando há merenda) no chão, quando a água das escolas não esta contaminada, ou seja, totalmente imprópria para o consumo humano conforme perícia realizada pela própria secretaria de saúde local. As denuncias também apontaram falhas no programa federal (PRO INFO) que é um programa educacional com o objetivo de promover o uso pedagógico da informática na rede pública de educação básica. O programa leva às escolas computadores, recursos digitais e conteúdos educacionais. Em contrapartida, estados, Distrito Federal e municípios devem garantir a estrutura adequada para receber os laboratórios e capacitar os educadores para uso das máquinas e tecnologias, e em Barcarena segundo as denuncias os computadores enviados pelo governo federal estariam se deteriorando nos cantos de escolas.
 
Ao tomar conhecimento dos fatos, a promotora de justiça Ana Maria afirmou que é inadmissível que crianças e adolescentes dependentes da merenda escolar tenham sua nutrição prejudicada em razão da atuação ineficiente e desleixada ou ímproba, por parte daqueles que foram eleitos ou contratados para atuarem de forma eficiente e eficaz na administração das verbas públicas.

Diante das graves denuncias a Promotora, abriu o inquérito para apurar as denuncias

terça-feira, 17 de maio de 2011

Bacharéis em direito pedem o fim do exame da OAB

Bacharéis em Direito defendem fim do exame da OAB para exercício da advocacia
12/05/2011

Dutra: não é justo os alunos passarem cinco
anos na faculdade e não se tornarem advogados.
Em audiência na Câmara, OAB reafirmou que o exame é imprescindível para medir o conhecimento jurídico dos futuros profissionais.

Deputados e representantes de entidades ligadas a acadêmicos e bacharéis em Direito questionaram nesta quinta-feira, em audiência pública na Comissão de Educação e Cultura, os critérios utilizados e a legitimidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para aplicar as provas que habilitam recém-formados a exercerem a advocacia.

Para o presidente da Organização dos Acadêmicos e Bacharéis em Direito do Brasil, Reinaldo Arantes, a avaliação, conhecida como exame de ordem, não pode ser usada para atestar a capacidade dos estudantes. “Sabemos que os professores podem fazer testes para reprovar 10%, 20% ou 30% dos alunos. O problema é quando 85%, 90% dos candidatos são reprovados”, disse Arantes, destacando que as médias de repetência são cada vez mais altas. Ele também apontou vícios de constitucionalidade na parte do estatuto da OAB que define o exame como requisito para o exercício da advocacia.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) concorda com a realização do exame de ordem, mas acredita que não cabe à OAB definir quem deve e quem não deve exercer a profissão de advogado. “Essa atribuição, em nossa opinião, cabe ao Ministério da Educação (MEC)”, afirmou o vice-presidente da instituição, Tiago Ventura. Ele ainda questionou o alto custo das inscrições (cerca de R$ 200) e a baixa qualidade do ensino em algumas instituições, principalmente as privadas, o que torna mais difícil a aprovação no exame.

O deputado Domingos Dutra (PT-MA), que solicitou a realização da reunião juntamente com o deputado Biffi (PT-MS), destacou que não considera justo punir somente os estudantes pela falta de qualidade dos cursos de Direito no País. “Não é justo as pessoas se submeterem a um teste como o vestibular, passar cinco anos na universidade e, no final, não se transformarem em advogados”, declarou.

OAB

Em defesa do exame, o secretário-geral do Conselho Nacional da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho, disse ser imprescindível um controle mais apurado do conhecimento jurídico dos profissionais que executam a defesa do cidadão. “O advogado vai tratar da liberdade e dos bens das pessoas. Se ele não estiver bem preparado, o cidadão é que será punido”, argumentou, ressaltando que os exames de ordem são uma realidade em vários países, como Itália, França, Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra.

Segundo Coelho, 75% dos estudantes que realizam o exame são favoráveis a ele. O dirigente acrescentou que a dificuldade de aprovação, na maioria dos casos, decorre do fato de que muitos cursos jurídicos são criados mesmo com parecer contrário da entidade. “A OAB participa do processo de criação de cursos jurídicos e apresentou parecer contrário em 92% dos casos”, alertou.

Para o representante da OAB, os grandes beneficiados caso as provas sejam extintas serão os donos de cursos de Direito de má qualidade. “Hoje os alunos entram na faculdade sabendo que terão que se sujeitar ao exame”, explicou.

MEC

Na audiência, Dutra também cobrou mais controle por parte do Ministério da Educação sobre os cursos de Direito e sugeriu que o Estado assuma a responsabilidade pela avaliação profissional dos bacharéis em Direito.

O diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Paulo Roberto Wollinger, ressaltou que atualmente o ministério analisa apenas a qualidade da aprendizagem, não sendo responsável pela avaliação individual dos profissionais que se graduam.

Na opinião de Wollinger, por estar numa fase de consolidação, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), que engloba o Exame Nacional de Desempenho Estudantil (Enade), ainda não é capaz de atestar a qualidade do ensino a ponto de ser possível dispensar qualquer outra avaliação. “Talvez, no futuro, o exame de ordem seja extinto exatamente porque conseguimos alcançar um sistema de aferição da qualidade educacional que seja capaz de suprir todas as exigências”, disse.

Deputado propõe solução alternativa ao fim do exame de ordem

O deputado Jorge Pinheiro (PRB-GO) defendeu uma solução intermediária para a proposta de extinção do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que é utilizado atualmente para garantir a habilitação profissional de bacharéis em Direito. Ele disse que é preciso assegurar o máximo de lisura e de segurança na aplicação das provas e propôs a participação do Ministério Público e da Defensoria Pública na realização dos exames (PL 1284/11).

“Não há dúvida de que, em razão das inúmeras fraudes e incorreções observadas nas últimas edições dos exames de ordem, faz-se necessário alterar o atual modelo de aplicação das provas para garantir transparência e respeito às normas legais”, afirmou o deputado, ao participar de audiência pública sobre o tema na Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

Em entrevista publicada nesta quinta-feira pela imprensa, o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, criticou a proposta. Para ele, projetos de lei como o apresentado por Pinheiro demonstram "a tentativa de um reduzido segmento da Câmara de tentar enfraquecer a autonomia e independência da Ordem dos Advogados do Brasil".

No encerramento da audiência, o deputado Domingos Dutra (PT-MA) propôs à OAB considerar a possibilidade de abrir um canal de mediação para receber sugestões da sociedade.

Fonte:
http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/DIREITO-E-JUSTICA/196991-BACHAREIS-DEFENDEM-FIM-DO-EXAME-DA-OAB-PARA-EXERCICIO-DA-ADVOCACIA.html

Os deputados da ALEPA contra a CPI

O Jornal O Liberal, edição de hoje (17/05), traz uma reportagem sobre os deputados da Assembleia Legislativa do Pará que são contra a abertura da CPI para apurar os encândalos de corrupção envolvendo parlamentares e funcionários daquela casa legislativa.

Um velho e correto adágio popular diz que "quem não deve não teme". O povo paraense fica se perguntando por que a maioria dos deputados estão com um esquema para não ser aprovada a Comissão que investigará a real situação de desvios de dinheiro público, onde certamente aparecerá novos nomes.

O que chama atenção na lista dos deputados contra a CPI, são os nomes de três pastores de igreja, que em seus cultos usam o nome de Deus. Deus agradeceria a esses "seus pastores" que pregam a palavra do Senhor, se os mesmos estivessem ao lado do povo, que votassem pela moralidade, pela abertura da CPI.

Segundo o jornal O Liberal, a relação é a seguinte:


Extraído do site
http://assinaturas.oliberaldigital.com.br/

domingo, 15 de maio de 2011

A decadência do futebol paraense

Futebol pernas-de-pau
Remo e Paysandu que tantas glórias deram as suas torcidas, hoje ficam somente na saudade.

Não precisa de uma bola de cristal para se prevê o destino do futebol paraense. Outrora os nossos principais clubes davam glórias as suas torcidas, chegando a ser por diversas vezes notícias na mídia nacional e internacional.

Hoje o futebol do Pará tem um rumo certo, a decadência. Infelizmente os diretores que fazem o futebol, não têm visão empresarial, são incompetentes em suas administrações, levando seus torcedores a abandonarem os estádios.

A decepção é tão imensa, que no jogo entre Paysandu e São Raimundo de Santarém,apenas 205 corajosos e apaixonados torcedores compareceram ao estádio para assistir a partida - que para o time bicolor era um mero amistoso -, proporcionando uma renda de R$ 3.180 mil, isso não contabilizado as despesas.

A tendência é piorar, pois a qualidade dos jogadores que recebem altos salários não condiz a realidade para o atual futebol apresentado. Futebol é tão simples de se jogar, mas aqui, os pernas-de-pau ainda se sentem ofendidos quando são criticados.

É lamentável a situação dos nossos maiores times do Pará, se nada for feito para reverter essa situação, o futebol paraense terminará seus dias iguais ou pior que os times do Maranhão e do Amazonas.

Se nada for feito para salvar nossos times, a torcida paraense abandonará os estádios. O jogo de hoje do Paysandú foi a prova da decepção, esse jogo mesmo se fosse de portões abertos dificilmente teria o esta´dio da Curuzú lotado.

O rombo na Assembleia Legislativa do Pará

O rombo é maior do que se pensa!

Dados estatísticos já foram divulgados dando conotação ao Brasil de ser um dos países mais corrupto do mundo. Esses dados foram veementemente contestados por políticos brasileiros, que em seus direitos sentiram-se ofendidos. Sabemos que não é bem assim, haja vista que ainda possuímos representantes do povo comprometidos com seus eleitores, embora sejam minorias, mas honram seus mandatos.

Os acontecimentos envolvendo a Assembleia Legislativa do Pará, é a prova dos dados estatísticos que dão destaques negativos sobre a corrupção no Brasil, onde ostentamos com certo orgulho, sem que tomemos providência para acabar ou pelo menos amenizarmos essa situação escabrosa que é o uso indevido do dinheiro do povo.

Milhões de reais foram desviados de forma criminosa por parlamentares que usando números de CPFs de pessoas pobres, que procuravam seus gabinetes para pedir uma cesta básica, dando em troca seus dados pessoais e números de documentos, informações essas valiosíssimas para os maus feitores colocarem em práticas a roubalheira já comprovada.

Uma denúncia anônima envolvendo uma ex-servidora (que tinha a chave do cofre) foi a gota que transbordou o mar de corrupção na Assembleia Legislativa do Estado do Pará, trazendo abaixo essas enxurradas de desvio de dinheiros dos contribuintes que pagam seus impostos com dificuldades. Muitos nomes ainda virão envolvendo deputados que se perpetuaram no poder.

As fraudes que levaram à prisão de servidores e ex-servidores do Legislativo, apreensão de documentos, dinheiro e tíquetes- alimentação, adulteração de contracheques de servidores, gratificações ilegais, empréstimos irregulares, contratação de estagiários e servidores fantasmas, entre outros crimes ainda não foi o fim desse esquema que envergonha o povo paraense, é apenas a ponta do escandaloso esquema que passa a ALEPA

A sujeira é tão absurda e sem precedentes, que os deputados, segundo as investigações, gastaram somente em vale alimentação no ano de 2009, mas de 23 milhões de reais, ou seja, esse valor astronômico daria para alimentar toda a população carcerária do estado, sem contar os vultosos valores em combustível que também as investigações apuraram foi maior que toda frota de veículos das polícias do Pará. Na "farra" com dinheiro público, um dos absurdos mais indecoroso e obsceno foi de um assessor jurídicos que em pouco tempo na ALEPA elevou seus vencimentos acima dos 80 mil reais mensal, valor esse superior aos vencimentos de três ministros do STF juntos. Como pode?

Infelizmente nós eleitores temos culpa pelos acontecimentos dantescos que passa na nossa casa legislativa, somos acomodados, somos covardes, pois não tomemos iniciativas para expurgar esses mal-feitores do poder. Não podemos aceitar que “larápios” continuem a se dizer representantes do povo, não podemos nos calar e aceitar pelos enriquecimentos ilícitos que deputados e servidores obtiveram, ficando os mesmo impunes, gozando, sorrindo e ironizando da cara das pessoas de bem, onde na maioria são pobres trabalhadores que dão suas vidas em troca de um mísero salário mínimo de R$545,00.

Hoje fala-se somente em Domingos Juvenil e Robgol como os principais “atores” dessa sujeira, mas sabe-se que muitos nomes ainda virão ao conhecimentos da sociedade.

Os poderes constituídos como o Ministério Público, a OAB e as sociedades politicamente organizadas não podem se calar para tamanha “aberração” cometida por bandidos disfarçados de “defensores” da sociedade.

Na Assembléia Legislativa do Pará, salários foram aumentados por atos secretos, contratação de assessores laranja e estagiários fantasmas foram a ponta do iceberg para a sonegação de impostos na folha de pagamento, além de vultosas quantias desviadas em benefício próprio. Estima-se que mais de 100 milhões pode ser o tamanho do roubo.

Tomara que ao final das investigações não tenhamos impunidades. O Brasil precisa moralizar seus políticos, acabando de vez por toda com as benevolências que as leis lhes imputam como o foro privilegiado, mandando pra cadeia os políticos ladrões e corruptos, pois somente assim, mudaremos a imagem negativa como um dos países mais corruptos do planeta.

O povo do Pará espera que as autoridades competentes façam justiça, levando esses facínoras para a prisão, devolvendo os valores surrupiados ao erário público, bem como confiscando seus bens.

Que se faça justiça em nome da ordem e da moralidade!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Nordestinos são ofendidos por torcedores do Flamengo pelo Twitter

Preconceito contra o povo nordestino é crime.

Comentários preconceituosos após o jogo entre Ceará e Flamengo contra os nordestinos.



Dois torcedores do Flamengo exageraram, com palavras preconceituosas em relação aos nordestinos, em seus comentários publicados no Twitter, na noite de quarta-feira, 11, durante os momentos finais da partida entre o rubro-negro da Gávea e o Ceará, jogo de volta válido pelas quartas de final da Copa do Brasil.

Após a classificação do time cearense no torneio, a torcedora, revoltada, que se identifica no microblog como Amanda Régis (@_AmandaRégis), escreveu: "Esses nordestinos pardos, bugres, índios acham que tem moral, cambada de feios. Não é atoa que não gosto desse tipo de raça"{sic}.

Outros comentários de cunho preconceituoso partiram do torcedor que se identifica como Lucian Farah (@lucianfarah77). Em três publicações ele diz: "Acho que eh soo .. bando de viado que roobaram esse jogo .. nordestinos burros!"{sic}; "Ei, nordestinos, eu quero eh que vcs se fodam, fmz? seus nordestinos filhos da puta"{sic}; além de "Só vim no twitter falar o qnto os NORDESTINOS é a DESGRAÇA do brasil.. pqp ! bando de gnt retardada qe acham que sabe de alguma coisa"{sic}.

Vice-diretora baiana é exonerada por questionar opção sexual de aluno


Funcionária afirmou que flagrou aluno de 11 anos fazendo "indecência".

Ex-gestora enviou uma carta para a mãe do aluno

Foi exonerada do cargo nesta sexta-feira (13) a vice-diretora da Escola Estadual Armandina Marques, Margnólia Oliveira, que perguntou a preferência sexual de um aluno de 11 anos. “A orientação repassada a todos os gestores de escolas públicas é de atuação pedagógica na perspectiva de construção do indivíduo e sua cidadania, com inclusão social, de gênero e de respeito à diversidade”, informa nota da Secretaria de Educação do Estado da Bahia.

A ex-gestora Magnólia suspendeu o aluno por dois dias após ter flagrado a criança, segundo ela, “fazendo ousadia e indecência” com um colega, na última sexta-feira (6). “Eu estava balançando a cabeça de um colega e a vice-diretora perguntou se eu gostava de homem ou de mulher”, relata a criança.

O tal colega não foi suspenso porque a então vice-diretora compreendeu que ele estava sendo assediado. Magnólia ainda escreveu uma carta para a mãe do garoto o chamando de “menino indecente” e repetindo a pergunta sobre a preferência sexual.

“Ela perguntou a ele se preferia o sexo feminino ou masculino e no final me mandou prestar atenção no meu filho. Eu acho que nessa carta, ela afirmou o que disse ao meu filho. Porque ela me mandou prestar atenção nele? Eu sei o sexo dele. Ele é uma criança!”, desabafou a mãe do garoto, que não quis se identificar.

Em entrevista à TV Bahia na última quinta-feira (assista ao lado), Magnólia admitiu que fez o questionamento para a criança. “Meu filho, como é que você faz um negócio desses? Você gosta de homem ou de mulher? Você é uma criança!. Eu redigi para que a mãe conversasse com seu filho”, explicou a diretora.
Fonte G1

Primeiro beijo gay na TV

TV brasileira exibe o primeiro beijo gay


A novela "Amor e Revolução", do SBT, exibiu na noite dessa quinta-feira, dia 12, o primeiro beijo gay em uma novela brasileira.

A cena, que aconteceu na sala da redação do jornal fictício "O Brasileiro", foi protagonizada pelas personagens Marcela (Luciana Vendramini) e Mariana (Giselle Tigre), com duração aproximada de 40 segundos.

Em entrevista ao jornal "O Dia", Luciana Vendramini comentou o feito: "Acho que pode ser inusitado para uma cena de novela, mas na vida vemos isso com frequência. Acho (o beijo) mais bonito entre duas mulheres, tem a plástica da beleza e deixa tudo com um clima mais fetichista. Os filmes que assisti com cenas entre mulheres foram extremamente elegantes e bonitos, como 'Henry e June'".

"Amor e Revolução" é de autoria de Tiago Santiago e se passa na época da ditadura.
(eBand)

Marinor Brito discutiu com o deputado Bolsonaro

A senadora Marinor Brito (PSOL-PA) ingressou com uma representação na Procuradoria do Senado contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) por quebra de decoro parlamentar. Na manhã de quinta-feira (12), Marinor e Bolsonaro bateram boca no final da reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado, que discutiu o projeto que prevê punições para discriminação de homossexuais.

Na representação, a senadora disse que se sentiu ofendida pelas declarações do deputado. "Todo mundo que ver a fita vai ver que eu estava lá, em silêncio, quieto, como papagaio de pirata e ela veio para cima de mim, me agrediu, me chamou de corrupto e homofóbico. Ela deveria agradecer por eu estar divulgando uma cartilha do governo", disse o deputado ao G1, nesta sexta-feira (13).

Durante a discussão no Senado, Bolsonaro afirmou que iria sugerir a elaboração de um projeto para aplicar punições para discriminação de heterossexuais e ainda provocou Marinor. “Ela [Marinor] não pode ver um heterossexual perto dela que sai batendo. Ela não pode ver um macho que fica louca. Tem que ter um projeto para criminalizar o preconceito hetero”, falou Bolsonaro.

Na justificativa da representação, a senadora afirmou que a atitude do deputado é "desrespeitosa". Ela ainda disse que "sentiu ofendida em sua feminilidade". Além da representação no Senado, o PSOL pretende ingressar com uma representação na Corregedoria da Câmara dos Deputados contra o parlamentar. Bolsonaro criticou a senadora.

"Ela tinha era de ficar quieta. Está faltando com o caráter, não tem vergonha na cara. Se ela acha que eu vou me acovardar está muito enganada. Que feminilidade tem uma mulher que sai batendo por ai. Ela [Marinor] não tem nada de feminilidade", disse o deputado.

Presente à reunião, Bolsonaro crítico das causas homossexuais, tentou exibir um panfleto “antigay” atrás da senadora Marta Suplicy (PT-SP) durante a entrevista que a parlamentar, relatora da matéria, concedia.

A atitude de Bolsonaro irritou a senadora Marinor, que iniciou a confusão dando um tapa nas mãos do deputado do PP, na tentativa de arrancar o panfleto exibido por ele.

‘Tu deveria ir pra cadeia’, diz senadora a Bolsonaro no Congresso“Tira isso daqui, rapaz. Me respeita!”, advertiu Marinor, batendo no panfleto de Bolsonaro. “Bata no meu aqui. Vai me bater?”, respondeu Bolsonaro. “Eu bato! Vai me bater?”, rebateu Marinor. “Depois dizem que não tem homofóbico aqui. Tu és homofóbico. Tu deveria ir pra cadeia! Tu deveria ir pra cadeia! Tira isso daqui. Homofóbico, criminoso, criminoso, tira isso daqui, respeita!”, prosseguiu a senadora do PSOL.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Inadimplência em parcelas de imóvel gera dever de indenizar

DECISÃO

Mesmo se o imóvel é destinado a pessoas de baixa renda e as prestações de seu contrato forem de valor ínfimo, o inadimplemento do pagamento gera a obrigação de indenizar. A maioria dos ministros da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) adotou esse entendimento em recursos interpostos por particulares e o Distrito Federal contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

Em 1977, os compradores fecharam contrato de compra e venda de imóvel com o Distrito Federal, a ser quitado por prestações mensais. Em janeiro de 1994, os compradores tornaram-se inadimplentes, o que deu causa à rescisão do contrato. Em primeira instância, o juiz declarou o contrato rescindido, com a devolução aos compradores das quantias pagas, com exceção do sinal. O Distrito Federal foi reintegrado na posse do imóvel.

Ao analisar recurso do ente público, o TJDFT decidiu que os compradores deviam indenização por lucros cessantes durante a inadimplência. O valor foi definido como equivalente às prestações pagas durante a vigência do contrato. As partes interpuseram recursos no STJ.

No recurso do Distrito Federal, alegou-se que as prestações pagas destinaram-se a cobrir o uso do imóvel, já que a moradia não era gratuita. Teria havido, portanto, ofensa aos artigos 389 e 475 do Código Civil (CC), que definem a obrigação de responder por perdas e danos e a resolução de contratos em caso de inadimplência.

Já os compradores observaram que o imóvel era destinado a pessoas de baixa renda e com prestações ínfimas. Afirmaram que a valorização do imóvel e a possibilidade de venda a terceiros descaracterizariam o prejuízo ou o dano ao Distrito Federal. Além disso, não haveria previsão no contrato para indenizar caso este fosse rescindido.

O relator original do processo, ministro Sidnei Beneti, considerou que nenhum dos dois recursos poderia ser atendido. Entretanto, a ministra Nancy Andrighi, em voto-vista, divergiu. Ela também negou o recurso dos compradores, mas teve uma interpretação diferente do argumento do Distrito Federal. “A recisão de um contrato exige que se promova o retorno das partes ao status quo ante (estado anterior)”, destacou. A ministra afirmou que a decisão o TJDFT teria permitido o enriquecimento sem causa dos compradores.

Para a ministra, o Distrito Federal tem direito a reter uma parcela dos valores já pagos, pois, de outro modo, os compradores teriam moradia gratuita. Seguindo a jurisprudência do STJ, a ministra determinou uma indenização correspondente a 20% do valor já pago, devidamente corrigidos e acrescidos de juros legais. A magistrada foi acompanhada pelo ministro Massami Uyeda e pelo desembargador Vasco Della Giustina. Além do relator, também ficou vencido neste ponto o ministro Paulo de Tarso Sanseverino.

Justiça obriga prefeitura de Belém a limpar entorno dos aeroportos


Questão de segurança

Ordem atende pedido do Ministério Público Federal para diminuir riscos de colisão com aves e melhorar condições de segurança no Aeroporto Internacional de Belém

A Justiça Federal determinou nesta terça-feira, 10 de maio, que a prefeitura da capital paraense passe a fazer imediatamente a retirada diária do lixo depositado nas redondezas dos aeroportos Internacional de Belém e Brigadeiro Protásio de Oliveira. Os depósitos de resíduos sólidos são focos de atração de aves, o que aumenta a possibilidade de colisões entre pássaros e aeronaves.

O juiz Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho, da 9ª Vara Federal em Belém, estabeleceu, ainda, que a limpeza do lixo seja fiscalizada de duas vezes a três por semana nas principais áreas de concentração de despejo irregular de lixo e que seja feita a urbanização desses locais

STF é criticado pela CNBB por aval a união homoafetiva

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) criticou ontem a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que reconheceu a união estável entre parceiros homossexuais e disse que a Corte “ultrapassou os limites de sua competência”.



"Nos preocupa ver os poderes constituídos ultrapassarem limites de sua competência, como ocorreu com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal", afirma uma nota aprovada ontem pela 49.ª Assembleia-Geral do episcopado, reunida em Aparecida. "Não é a primeira vez que acontecem no Brasil conflitos dessa natureza, que comprometem a ética na política", acrescenta o texto.

Depois da ressalva de que "as pessoas que sentem atração sexual exclusiva ou predominante pelo mesmo sexo são merecedoras de respeito e consideração", os bispos advertem que as uniões estáveis entre homossexuais "não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e educação dos filhos".

O arcebispo do Rio, d. Orani João Tempesta, interveio para lembrar que a Igreja não faz também o casamento de pessoas já casadas e divorciadas que pretendam sacramentar uma segunda união.

Os dois representantes da CNBB acreditam que homens e mulheres que optaram pela união estável com parceiros do mesmo sexo não devem insistir em reivindicar o sacramento do matrimônio.

INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS E A LEI 11.770/2008

Artigo:

Mario Pacheco da Silva Neto é Bacharel em Administração de Empresas com habilitação em Comércio Exterior, Acadêmico do curso de Direito, 5º semestre da FABEL - Faculdade de Belém.
Gerente Adjunto da Unidade de Desenvolvimento Territorial do SEBRAE/PA



A LEI 11.770/2008 E SUA APLICAÇÃO NAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS


Para ler na íntegra o artigo, clique no link abaixo:

quarta-feira, 11 de maio de 2011

STF banca passagens para mulher de Peluso


É justo e legal?

O STF (Supremo Tribunal Federal) pagou passagens aéreas, na primeira classe, para a mulher do presidente Cezar Peluso, Lúcia, acompanhá-lo em viagem oficial.

O casal e outros três ministros foram para Washington (EUA) ontem, onde participarão de encontro de integrantes das Justiças brasileira e norte-americana, como publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".

O STF pagou passagens aéreas, na primeira classe, para a mulher do presidente da instituição acompanhá-lo em viagem

Além de Peluso, viajaram Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie. Mas nenhum deles foi acompanhado, segundo assessoria do STF.

O pagamento da passagem aérea para acompanhantes é previsto em resolução da corte de 2010. Pelo texto, "nas viagens ao exterior, a categoria de transporte aéreo a ser utilizada será (...) primeira classe: ministros e acompanhante dependente, quando indispensável sua presença, nos afastamentos para representação do tribunal em eventos de caráter protocolar ou cerimonial".

De acordo com a corte, Lúcia estará ao lado de Peluso em jantar oferecido pela embaixada brasileira em Washington para ministros brasileiros e da Suprema Corte dos EUA. O motivo principal da viagem, no entanto, é o US-Brazil Judicial Dialogue, que ocorre entre hoje e sexta-feira.

Além da passagem, cada ministro receberá diária de US$ 485. A mulher de Peluso não receberá o benefício.

Informações Folha.Com
http://www1.folha.uol.com.br/poder/914069-supremo-banca-passagens-para-mulher-de-peluso.shtml

Lei que proibia fumar ao volante é derrubada em SP

Cai lei que proibiu motorista de fumar ao volante

O Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou de vez a lei que proibia o motorista de fumar ao dirigir nas ruas da capital e ainda fixava multa de R$ 85,13 para os infratores. O Órgão Especial da corte paulista julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo prefeito de São Paulo contra a Lei 14.638/07.

O fundamento do TJ paulista foi o de que a lei invadia competência exclusiva do Executivo. A norma, de autoria do Legislativo, pretendia impedir que qualquer cidadão, dentro dos limites territoriais do município de São Paulo, fumasse cigarro, cigarrilha, charuto e cachimbo quando estiver conduzindo a direção de veículo automotor. Os infratores estariam sujeitos ao pagamento de multa.

O prefeito alegou que o diploma legal impugnado foi integralmente vetado, mas rejeitado pela mesa da Câmara, que o promulgou por seu presidente, o que viola princípios que abrigam a separação dos poderes, legalidade e interesse público. A Procuradoria-Geral de Justiça opinou pela procedência da ação e a Procuradora-Geral do Estado manifestou desinteresse na intervenção.

Não apenas os motoristas fumantes, mas também especialistas em trânsito contestam a lei. Isso porque o artigo 22, inciso 11 da Constituição Federal, atribui exclusivamente à União a possibilidade de legislar sobre trânsito e transportes. Outro artigo, o 30, permite que o município legisle sobre assuntos de exclusivo interesse das cidades, caso de regulamentação de táxis, por exemplo.

A lei ainda fere o Código de Trânsito Brasileiro. O artigo 252 diz que é proibido dirigir o veículo com apenas uma das mãos, exceto para fazer sinal regulamentar com o braço, mudar a marcha ou acionar algum equipamento do veículo. Fumar não está nas exceções. Portanto, já estaria tão sujeito à multa quanto levar o celular ao ouvido.

Extraído do blog do reporter Carlos Baia
http://www.conjur.com.br/

Município não é obrigado a conceder licença-maternidade de seis meses


A prorrogação do prazo da licença-maternidade por 60 dias prevista na Lei n. 11.770/2008 não é obrigatória na Administração Pública direta, indireta ou fundacional. A lei apenas autoriza o benefício. Esse é o entendimento da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A tese foi discutida no julgamento de um recurso especial interposto por uma servidora do município de Belo Horizonte. Ela contestou decisão judicial do estado de Minas Gerais que lhe negou o pedido de prorrogação de sua licença-maternidade. Os magistrados entenderam que a lei que instituiu o Programa Empresa Cidadã permite a ampliação da licença mediante concessão de incentivo fiscal à empresa que adere ao programa, não sendo autoaplicável aos entes públicos.

O artigo 2º da Lei n. 11.770/08 afirma que a administração pública é autorizada a instituir o programa. A defesa da servidora alegou que o termo “autorizada” contido nesse artigo não significa mera faculdade da Administração, tratando-se de norma de natureza cogente, ou seja, racionalmente necessária. Argumentou também que a lei é de aplicação imediata, independentemente da existência de legislação municipal.

O relator do recurso, ministro Arnaldo Esteves Lima, ressaltou que não há regra de hermenêutica ou de interpretação jurídica que permita considerar como norma cogente a autorização prevista no referido artigo. Além disso, o ministro ressaltou que o argumento da servidora é inaceitável à luz da autonomia administrativa reservada pela Constituição Federal a cada um dos entes da Federação, que têm direito de estabelecer os respectivos regimes jurídicos aplicáveis a seus servidores públicos.

Acompanhando o voto do relator, todos os ministros da Primeira Turma negaram provimento ao recurso.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Siameses nascidos na China estão em estado GRAVE


Devido à proximidade das cabeças, eles têm dificuldade para respirar. Os bebês siameses pesam 4 kg, medem 51cm, têm duas espinhas dorsais, dois esôfagos e compartilham demais órgãos.

Hospital de Suibing, em Sichuan, sudoeste da China, exibe imagem de gêmeos siameses: corpo único e duas cabeças, que nasceram dia 5 de maio. Segundo médicos, eles estão em estado crítico, com dificuldades respiratórias devido à proximidade das cabeças.

Fonte G1

Legislativo do Pará é destaque (negativo) em rede nacional

"A corrupção na Assembleia Legislativa do Pará, corrói demasiadamente as riquezas do povo paraense"
Mais uma vez o Pará é destaque na mídia nacional. A Rede Globo de Televisão mostrou ontem (09), o escândalo que envolveu alguns servidores e deputados da Assmbleia Legislativa, no desvio de recursos públicos. A reportagem mostrou que o esquema deu-se nos anos de 2007 e 2010, onde usando servidores “laranjas” praticavam atos ilegais, com salários e gratificações altíssimas em proveito próprio.


A reportagem mostrou ainda a recente decisão judicial que determinou a quebra do sigilo bancário da Alepa e explicou que o objetivo do MPE é comparar a folha de pagamento oficial, apreendida na Casa, no último 19, com a folha efetivamente paga pelo banco a cada mês. Há indícios de que a folha verdadeira tinha os pagamentos ilegais apagados antes de ser arquivada no Departamento Financeiro.


A doméstica analfabeta Ivonete Silva, de 43 anos, aparece na matéria veiculada ontem pelo JN. No contracheque emitido sem o conhecimento dela, Ivonete aparece com salário de R$ 10.137,00. 'Você acha que se eu recebesse esse salário eu morava assim numa casa com essa condição?', questiona ao repórter. 'A gente precisando de médico, de polícia na rua. É revoltante', conclui ela. Outro laranja entrevistado foi o vendedor de mariscos Ricardo Rafael Monteiro da Silva, de 24 anos, que vive de um salário mínimo (R$ 545,00). Ele também teve o nome incluído na folha da Assembleia como técnico legislativo com salário de R$ 15.700,00. De acordo com o contracheque a nomeação teria ocorrido em primeiro de agosto de 1988, época em que ele tinha apenas um ano de idade. 'Tem gente se aproveitando do meu nome', reclama.


A matéria da Globo deu destaque ao ex-deputado José Robson Nascimento, o Robgol (PTB), que mantinha parentes do interior da Paraíba, onde nasceu, como fantasmas em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Pará. A reportagem também mostrou as pilhas de cédulas apreendidas na casa de Robgol, no total de R$ 500 mil, durante a busca e apreensão realizada pelo MPE com autorização judicial, no último dia 19.


O promotor de Justiça Arnaldo Azevedo, que conduz as investigações no Ministério Público, disse acreditar que o dinheiro seria originário dos salários que os parentes do ex-jogador recebiam na Alepa. 'Os parentes (de Robgol) que moram na Paraíba figuravam na folha, mas nunca trabalharam na Assembleia Legislativa do Pará', assegurou o promotor.

A sociedade deve se manifestar não deixando o tempo passar, para que esses larápios do dinheiro do povo não fiquem impunes, esnobando da cara de quem acreditou, elegendo políticos sujos pensando tratar-se de homens sérios e honestos.

Que sirva de exemplo ao eleitor paraense os fatos em evidências, que as pessoas criem vergonha e elejam políticos sérios, políticos comprometidos com as causas do povo.

Infelizmente são sempre as mesmas “caras”, sempre os mesmos parlamentares, poucas são as mudanças, não podemos mais aceitar que deputados usem recursos do povo em causa própria, não podemos mais aceitar que esses “sanguessugas” continuam a sangrar os cofres públicos do nosso estado.

domingo, 8 de maio de 2011

O Pará é dos paraenses.

Mais uma “manobra” dos políticos defensores da criação dos estados do Tapajós e Carajás, pode mudar os rumos do plebiscito, onde o povo irá decidir se aceita ou não a divisão do Pará. Esses parlamentares que tem interesses próprios no desmembramento do nosso estado, não querem que o plebiscito seja em todo o estado e sim somente nas regiões do oeste paraense e no sul e sudeste do Pará, pois a alegação é que se for estendido a todos, certamente a derrota será esmagadora.

Ora, o Para é dos paraenses, portanto, não são os moradores dessas regiões que devem decidir. É óbvio que se no plebiscito for realizado somente onde querem os senhores Lira Maia e Giovane Queirós, esses estados já estariam institucionalizados, haja vista que suas populações votariam pela divisão.

O deputado Zenaldo Coutinho, que é contra a divisão, classifica como 'golpe' a tentativa de levar o plebiscito para ser realizado somente nas regiões que pleiteiam a separação. 'Não há dúvida de que quem tem que ser ouvida é toda a população do Pará, com base no dispositivo constitucional e na lei complementar que regula os plebiscitos. Qualquer interpretação diferente disso é golpe, armadilha, molecagem, irresponsabilidade que serão rechaçadas da maneira mais veemente possível, democraticamente', disse, afirmando que o interesse dos separatistas é querer conseguir fazer a Justiça a autorizar a votação somente nas regiões interessas.

Não é criando novos estados que os problemas serão resolvidos, pelo contrário, há interesses pessoais por partes de quem pretender dividir o Pará, e esse único interesse chama-se "poder". Os defensores pela criação dos estados do Tapajós e Carajás se dizem preocupados com as populações dessas regiões, mas na verdade, seus objetivos são os novos cargos que surgirão, como novos governadores, senadores, deputados, prefeitos, senadores, etc., onde serão gatos bilhões de reais para implantar as supostas federações. Em vez de se criar novos estados, por que nossos políticos não criam políticas públicas voltadas para desenvolver essas regiões? A corrupção e os devios de recursos públicos fazem com que o povo fique atento.

O novo estado do Pará, viveria do quê?
Atualmente tramitam no Congresso 12 projetos de criação de novos estados brasileiros.